quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Clarividente

"Clara era uma aparição de rendas brancas de Chantilly e de camélias naturais, 
libertando-se como um periquito feliz dos nove anos de silêncio, 
dançando com o noivo debaixo dos toldos e lampiões, 
alheia por completo às advertências dos espíritos que lhe faziam sinais desesperados
 por detrás das cortinas, mas que no meio da multidão e do barulho ela não via."

Para mim ler sobre a Clara é quase como ler sobre Ti, apesar de tão diferentes serem uma da outra. É ler também sobre as várias pessoas que fui e vou conhecendo ao longo da vida e que são uma espécie de tinha telefónica para o mundo espiritual. Dizem, não sei se é verdade ou não, que todos nós temos essa faculdade, de nos conetarmos com o lado de lá da linha telefónica, mas comigo, e acredito que seja o caso da maioria das pessoas, a linha nunca funciona. Esses serviços de valor acrescentado estão barrados e quando se tenta ligar nunca dá qualquer sinal.

O meu anjo da guarda ou os meus guias espirituais, se é que os tenho, ou seja lá quem for que eu possa ter e que esteja do lado de lá e me queira ligar, na esperança de me alertar para algo, todos eles, bem que podem tentar, podem até gritar bem alto, que sabem que irão estão a gastar o seu latim inutilmente, pois eu não os vou conseguir ver, ouvir ou sentir. A linha do telefone está sempre interrompida. Daí que eu ache que essas almas perdidas que andam por aí, contactem precisamente quem saibam que à partida possa atender o telefone. E nem de propósito, neste exato momento, alguém bateu aqui, como se tivesse pagado num martelo, e dado com bastante força no teto desta casa. É muito comum, está sempre a acontecer, mas eu não sei o que eles querem. Eu só ouço as pancadas. A mensagem, essa,  nunca me chega.

E talvez até possa parecer estranho a quem me conhece hoje com esta idade, mas eu, ainda jovem, creio até que foi em dois períodos diferentes da adolescência, peguei na bíblia, como que, tentando que se fizesse alguma luz. Acho que tentava dar uma oportunidade a Deus, na esperança de que aquilo fizesse algum sentido para mim. Mas feliz ou infelizmente, aquilo para mim nunca fez qualquer sentido. Parecem umas historizinhas de horror e de arrepiar, para assustar meninos mal comportados. E acho que não me levarás a mal, se eu te disser que aquele, não é, definitivamente, o meu Deus. Sorrio agora, lembrando quando no início me disseste que eras uma mulher de fé, da religião católica e que querias casar pela igreja. Sorrio também, quando penso que acabaste a concordar comigo. A grande maioria dos padres são mesmo uns grandes filhos da puta.

Virei-me então para outros lados, e cedo comecei também a interessar-me por temas místicos. Fui lendo bastante sobre muitas coisas diferentes e prestando sempre muita atenção, sempre que me contavam histórias. E depois também passei, como sabes, por umas coisitas. Nada que se compare a quem tem sempre rede no telefone, mas serviu para reforçar as minhas convicções e para tentar começar a formar a minha própria opinião de como talvez as coisas se passem. E sem nada saber, que é precisamente o que eu acho que sei sobre o assunto - nada - fui no entanto, começando a ter alguma sensibilidade para a coisa, essencial para perceber melhor com o que me vim a confrontar mais à frente.

E ler sobre a Clara é também ler sobre Ti. Relembro quando me dizias que eles te alertavam acerca de mim, tal como no passado te tinham alertado para outras coisas mais. E eu sei que eles nunca te falharam. Nem falharão. E eu dei voltas e mais voltas à minha cabeça. Quase em desespero. Revoltado. Por que é que eles não queriam que te entregasses a mim? Porquê, se ninguém como eu te queria tanto bem? Eu sei que há coisas que estão para além do nosso entendimento. Do meu entendimento, do teu, e do de toda a gente. E tu podias não me ter dito nada. Talvez a sensatez te devesse aconselhar a nada me dizeres, até porque não sabias como eu reagiria. Mas tu, sempre com uma honestidade e sentido de justiça notável, contaste-me. E depois eles são eles, e tu és tu. E és tu que tens de viver a tua vida por ti, tomando as tuas próprias decisões, para o bem e para o mal. Os nossas pais também acham sempre que sabem o que é melhor para nós. Muitas vezes talvez até saibam, mas temos de ser sempre nós a tomar as nossas decisões. O nosso livre-arbítrio como tu dirias.

E tantas vezes que me tu disseste que eras uma mulher normal, uma pessoa comum, igual a todas as outras, talvez por eu te colocar num patamar acima de mim na escala da evolução espiritual. Mas a minha admiração e fascínio por ti, tu sabes muito bem ao que se devia. Tu estiveste lá também, viveste as coisas como eu. Disseste-me até que nunca tinhas sentido nada assim. Tantos anos depois de teres nascido, tantas pessoas com quem te cruzaste nesta vida, e aceitaste conhecer a primeira pessoa, vinda lá desse mundo perdido que é a Internet, e disseste-me que nunca tinhas sentido nada assim. E eu também não. "Isto foi um reencontro" disseste-me. Era a tua energia que sempre me puxou para ti, que junto com a minha energia me fazia brilhar. Sempre foi a nossa energia. Sabes que nunca teve nada a ver com a tua clarividência. Aliás, sabes o que te disse, quando te ofereceste para me iluminares o meu futuro. Disse-te que não queria saber de nada. E nunca nada te pedi, só te pedi mesmo, já em desespero de causa, que ficasses comigo...

Mas revoltava-me saber que eles te alertavam contra mim. Eu poderia não ser o melhor para ti, aceito isso com desportivismo. Mas também deveriam saber que ninguém te quis ou quererá tanto, mas principalmente te quererá tão bem, quanto eu te quis. Eu pelo menos tenho sempre de acreditar nisso. E eu sei que eles nunca te falharam, nem falharão. Talvez outros planos te estivessem destinados, e eles só te estivessem a guiar. Não sei. Mas ninguém nunca te pôde querer tanto bem como eu quis. E continuarei, sempre, a querer-te bem. Talvez porque haja coisas que estão para além da nossa compreensão.

Mas se havia coisa que me deixava feliz, era saber que tu sabias. Nós podemos tentar mostrar e dizer a outra pessoa o quanto gostamos dela, mas se não sentirem, tudo se torna quase num ato de fé. Afinal pode não ser bem assim. Podemos estar a confundir as coisas... Mas no nosso caso tu sabias. Tu sentias! E certa vez, contaste-me, eu apareci-te mesmo, junto a ti, na tua cama. Eu saí de mim, e mesmo não sabendo onde tu vivias,  apareci-te... E para mim, isso só pode ter sido qualquer coisa de muito especial...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Na Soleira da Porta

Era na soleira das portas 107 ou 101 que eu gostava de me sentar enquanto esperava pela camioneta. Por vezes lia o jornal, pelo menos o Blitz lia todas as terças-feiras e que custava menos de cem escudos, ou comia um Bolicao que comprava no quiosque da esquina da rua Barão de São Cosme. E foram muitos anos a sair de manhã na última paragem, e entrar nessa mesma paragem ao fim da tarde, no autocarro que me levaria até casa, quarenta e cinco minutos depois, se corresse tudo bem. Mais tarde os autocarros haveriam de passar para o Central Shopping e com eles levaram toda a vida daquela rua. Mais tarde, também este centro comercial haveria de morrer. 

E claro que hoje, quando passei por lá, me lembrei de muitas coisas. Inevitavelmente lembrei-me de ti também. Para mim é inevitável lembrar-me das pessoas que foram importantes para mim, e de todas as memórias que determinados locais carregam. E se tu estiveste presente durante cerca de uma década na minha vida, é normal para mim que me lembre de ti. 


E naquele tempo, disseste-me depois quando nos conhecemos, reparavas muito em mim quando me vias. Mas em boa verdade, também é preciso dizer que toda a gente reparava! E se não era por me achares um deus grego (dessa nunca me vou esquecer!) seria certamente por eu me sentar na mesmíssima soleira que tu mesma também gostavas de te sentar. E eu achei muita graça a esse detalhe. Sabes que eu hoje acredito que determinadas pessoas que vamos conhecer no futuro, muito antes disso já nos andam a rondar. Muitas vezes passam nos mesmos caminhos, vão aos mesmos eventos que nós, e vê lá tu, que às vezes, até já nos andam a ler há anos! No fundo essas pessoas e nós, andamos à espreita de aproveitar uma oportunidade que o destino nos der. Acho que tem um pouco de destino e um pouco de livre-arbítrio talvez. 

E foi ali, junto a uma daquelas soleiras (acho que ainda te consigo ver e estavas de pé) quando ainda não nos conhecíamos, que me viste - e eu sei porque nesse mesmo momento também eu te estava a ver pelo canto do olho - e ouviste o Mota chamar-me por aquele nome, pensando tu que eu seria assim tratado pelos colegas. E acabou por ser esse nome, depois por mim adaptado, que haveria de dar origem ao meu primeiro pseudónimo, e que, ainda hoje, parte dessa palavra (Königvs) ainda uso. 

Tempos depois haveríamo-nos de nos cruzar por mera casualidade, certamente num evento previamente cozinhado pelo destino. Destino e livre arbítrio como te digo. O destino fez-nos esbarrar um no outro. Tu decidiste fazer-me uma pergunta...

domingo, 17 de setembro de 2017

Varinhas Mágicas & Cantores Românticos

Sabes qual é a origem da palavra Sofisticado?
Enganar, falsificar, corromper.



Fernando - quem é que ganhou as eleições autárquicas em 1998 no concelho de Gondomar?
Major Valentim Loureiro.
E qual é que foi o grande trunfo da campanha do Major?
Oferecer eletrodomésticos e bilhetes de graça para os concertos do Toni Carreira.
Varinhas mágicas e cantores românticos. Uma fórmula imbatível.

País Irmão / RTP

Ponte do Infante - Antes e Depois



VC JÁ VIVEU UM AMOR IMPOSSÍVEL?


Como Surge a Simpatia pelo Discurso Xenófobo e Racista

"O que é que nós temos vindo a verificar?
Nós temos vindo a verificar que tem vindo a atingir o poder ou a ficar muito perto de o atingir, gente, com um discurso, de uma violência, duma xenofobia extraordinária. E nós muitas vezes interrogamo-nos: mas como é que isto é possível?
E temos muito a ideia que, aquela gente, só pelo seu carisma, convencem as pessoas disto e daquilo. É infinitamente mais complicado. Porque o que acontece é que, o maior sucesso dessas pessoas é, no meio de outras, que têm um mal estar larvar, que encontra - digo eu - uma falsa resposta nas promessas dessas pessoas. 


As pessoas sentem-se rejeitadas. As pessoas têm falta de emprego. As pessoas sentem-se ameaçadas num processe que é clássico, o ser humano pelos outros, que é: a vida corre-me mal, de quem é a culpa? É muito mais fácil que a culpa seja de um tipo que tem uma cor diferente. E agora aparece alguém, que vem confirmar digamos assim, essas nossas teorias e diz: se nós nos livrarmos do Outro, nós voltamos ao paraíso perdido. Que é outra das táticas, que é dizer, antigamente é que era bom. E portanto, não é nada de admirar, que haja terreno fértil, para que determinadas ideias (muitas vezes nem são ideias, são puramente slogans) possam medrar, e levar a que se ganhem eleições.

Júlio Machado Vaz / O amor é... / 16/9/2017

sábado, 16 de setembro de 2017

As Mulheres Já Não se Arrepiam

"Eu é que não tenho pelos, senão estava toda arrepiada."

Enquanto ela dizia isto, pensava eu, como de facto já muito poucas mulheres devem ficar arrepiadas, com pele de galinha e com os pelos em pé...



Obrigado Diabo!

“Gozem bem as férias que em Setembro vem aí o diabo”
(Passos Coelho / 21 Julho 2016)



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Eleições & Futebol

Ao que parece, vale o que vale, mas vinha hoje a notícia no Diário de Notícias, que o governo socialista prepara-se para proibir jogos de futebol ao domingo de eleições. Parece que a culpa para termos mais de 50% de abstenção dos eleitores é do futebol. Mas assim sendo eu deixo aqui mais algumas sugestões para os dias de eleições, que, para beneficiar sempre os patrões, até são sempre ao domingo:


- Proibir o bom tempo em domingo de eleições. Dia de sol incentiva as pessoas a irem passear. Isso não é bom para as eleições. A partir de agora o São Pedro passará a estar obrigado, por decreto-lei, a dar tempo cinzento e com chuviscos em todos os domingos de eleições. Mas não muita chuva, nem muito frio, não vão as pessoas serem incentivadas a passarem o dia enfiadas na cama a aquecerem-se.

- Proibir a televisão e a rádio, e obrigar as empresas de comunicações a desligarem o serviço de televisão e internet em casa.

- Proibir a missa dominical, os casamentos, batizados e funerais em domingo de eleições, aliás, o melhor mesmo é fechar as igrejas todas e cemitérios a cadeado. 

- Proibir qualquer festinha ou arraial lá da terra

- Encerrar todos os museus, parques, jardins, teatros e cinemas e proibir a ida à praia

- Encerrar todos os centros comerciais 

- Fechar todos os postos de combustíveis

- E porquê só proibir o futebol? Proibir também todo e qualquer evento desportivo! Proibir tudo que possa permitir distração!

Proíbam tudo e mais alguma coisa. Nós não precisamos de melhores políticos, de políticos decentes e honestos, nem de políticos com quem as pessoas se identifiquem, para que as pessoas não continuem cada vez mais  afastar-se da política. Nem precisamos de educação política e de educação para a cidadania. O que precisamos mesmo é de não ter futebol em dia de eleições! Sim, porque quem vai ver um jogo às seis da tarde não pode votar de manhã!

Por mim até podem proibir o futebol porque não dou um cêntimo que seja para a causa, e acho verdadeiramente vergonhoso o estado a que a coisa chegou. Mas depois, é tão engraçado ver como os políticos se servem do futebol. Ele é nas televisões ou nas rádios a fingirem-se de comentadores desportivos para granjearem simpatias. Ou nas bancadas dos jogos importantes, lá estão eles, ao lado dos presidentes dos clubes para serem vistos, ou então a faltarem às sessões no parlamento para verem jogos (muitas vezes com viagens pagas por empresas como a GALP) para verem os jogos da seleção. Ou quando a seleção vai para uma qualquer competição, lá estão os políticos, a receber a seleção de futebol, que nunca sequer foi campeã do mundo, ao contrário de muitos outros atletas ou desportos, e que não têm, nem nunca tiveram o mesmo tratamento. Mas depois, servem-se também do futebol, como desculpa para a incompetência própria por não cativarem as pessoas a votar. Vão-se mas é foder todos. 

domingo, 10 de setembro de 2017

Vê Mais Longe a Gaivota que Voa Mais Alto


Ó Judite, Escreve 500 Vezes Florida para ver se Aprendes!

Descascava e ia comendo castanhas. Ao longe ouvia na televisão a Judite de Sousa na TVI, pronunciar Florida como se fosse uma palavra esdrúxula: fló-ri-da. Estou a ver que para ela os jardins são todos muito fló-ri-dos! Que ridículo Judite! E que grande pontapé na gramática! E ainda falam no Jorge Jesus! Só que há uma grande diferença: o Jesus é treinador da bola, não tem obrigação de saber falar corretamente português, enquanto tu és uma jornalista. Uma jornalista de competência duvidosa no meu entender, mas que ao menos deveria falar bem a sua língua, senão, ainda menos credibilidade tem!  


É que, que os meus colegas de trabalho tenham todos, teimado comigo que era flórida - afinal eles tinham um argumento de peso!: toda a gente diz flórida! boa! - ainda estou como o outro, afinal, também nenhum deles fez nenhum curso de comunicação social, e por outro lado, ainda não se mentalizaram que, quando eu afirmo algo é porque estou 100% seguro do que estou a dizer. Agora jornalistas a dizer disparates para toda a gente dizer como eles dizem?! Haja paciência!

Ó Judite, escreve mas é 500 vezes para aprenderes: "A palavra Florida é grave e pronuncia-se flurida".

Mas se tens dúvidas no que estou a dizer - afinal que sei eu de português? - olha, faz como eu e vai ao Ciberdúvidas que eles explicam lá tudo!

É Mais Fácil Viver com uma Mulher que se Sente Amada

Então porque não a deixas?
Quem?
À Edith.
- E ia deixá-la porquê?
Por estares apaixonado por outra.
Não estamos na Idade Média...
- Tem acontecido, homens têm deixado as mulheres por outras e sido felizes.
Até começarem a enganar a nova.
Pois, tu é que sabes...
- Contigo não vale a pena falar.
És amoroso de mais para foder sem sentir amor, certo? Portanto comer outra era prova de que não amas a Terry?
Tens falado com a minha amante?
Olha, ama todas as que puderes. E os teus filhos, a tua mulher, mantém a harmonia. E uma vez, só por uma vez, tenta foder alguém só por te saber bem. A tua mulher bem pode estar a viver segundo esses princípios...


Precisava que fizessem amor comigo. Tu já não fazes amor, já só me fodes. Sentei-me nos degraus e o Hank deu-me a mão. E ouviu-me. Ouviu-me enquanto eu falava desta merda de casamento. E disse que se sentia chegado a mim. E fiquei feliz por o ouvir. E feliz por fazer amor com ele, por um minuto senti-me tão estupidamente feliz... Até que pensei em ti. E só me apetecia estar aqui contigo e voltarmos ao que éramos e voltar para esta cama, para o meu marido e para os meus filhos, que é o meu lugar...
Sentimentos realmente admiráveis Terry.
Neste instante eu amo-te, talvez mais do que há anos. Mas estou furiosa, Jack, estão tão fodida...Porque tu preparaste isto tudo, e é claro que aconteceu! E não sei mais o que irá acontecer.
Vais voltar a vê-lo?
Credo, eu sei lá...
Então, está acabado? É o que estás a dizer?
Que se passa nessa cabeça? Para ti fazer amor é como fumar?
É...
- O quê? É uma promessa.
Prometeste-lhe que o voltavas a ver?
Não tive de dizer nada, abrir as pernas já é uma promessa.
E ele também não disse nada? Alguma coisa deve ter dito.
Tu estás a adorar isto...Queres pormenores?
Primeiro demos umas voltas. Depois pôs-me uma mão na mama. Quase me vim, mal me tocou.
E sabes o que aconteceu depois? Fodemos como doidos. E sabes que mais? Eu vim-me antes dele. E da segunda vez, estava eu por cima, olhei-o bem nos olhos e disse-lhe que o amava.
Bom, já chega. Chega.
Devias estar a partir-me os dentes, mas qual quê? Tu não, porque tu gostas. Queres ver-nos Jack? Queres assistir?
Fode quem e quanto queiras, mas poupa-me é as tuas estúpidas noções sobre a alma de um homem que nunca compreendeste. Porque são idiotas!
Estúpidas noções sobre a alma de um homem que não compreendo? Coitadinho...Falas e falas até achares que te conheces, mas olha, sabes? És um porco. Vou dormir; temos dois filhos que daqui a pouco acordam e pequeno-almoço é coisa que não lhe dás.
Eu dou-lhes, deixa que dou.
Ora aí está uma coisa que me podes ajudar...
Infelizmente com o meu outro problema já não podes. É que eu já não sei bem o que fazer...Amanhã que faço, digo ao Hank "Obrigadinha mas aquilo foi ontem, hoje é hoje e não sei se quero foder mais?Admitirás que até o adultério tem de ter alguma moral? Portanto vou ter de pensar bem.

We don't live here anymore / John Curran / 2004

sábado, 9 de setembro de 2017

Esta Noite foi Assim

Uma noite. Três mulheres. Vinte e quatro anos. Todas diferentes. Todas especiais. Como especiais são todas as pessoas com todas as suas especificidades diferentes. O reencontro. O interesse desinteressado em simplesmente estar com quem gosta da nossa companhia. E não será a isso que se chama amizade?

O cansaço de mais um dia de oito horas de trabalho. Lavar a loiça. Deitar o lixo no ecoponto. A gata castrada. Bipolar. O banho. A intimidade. O secador. O cabelo oleoso. A roupa de veludo. O frio lá fora. Duas camisolas de manga curta teve de resolver o problema. Uma-por-cima-da-outra. O estacionamento caótico na baixa do Porto numa sexta-feira à noite. O passo apressado. O restaurante turco. A pronúncia impercetível do rapaz ao balcão. Os molhos. O concerto. O lado do Palco. Comer. Sentados tranquilamente em cima do muro da câmara municipal, defronte para o palco. A amiga delas. 



"E eu disse: mas o que é que isso interessa? E tu disseste: nada"

Não deveria ter pedido picante no Nº. 2 do menu. A boca a arder. 

"Vamos em frente
Olho por olho
Dente por dente 
Ó capitão"

O bolo alimentar preso no duodeno. A necessidade urgente de beber. O público. As gentes alternativas. As caras. As mulheres bonitas. Os homens. Os novos penteados. Como gosto de ver a carneirada toda igual. O cão de focinho aguçado e de rabo por entre as pernas. 1,50€ era o preço de uma garrafa de água na tenda da Superbock. Deambular pela cidade. As conversas sobre os edifícios. Sobre o trabalho. É a profissão delas. A exploração. Os maus salários. Pausa. O bar tinha um mocho na porta. Era um Bufo-real. Tinha muitos mais mochos lá dentro. O conforto. A meia luz ambiente. O empregado com barba à Fidel Castro. A confiança no malabarismo com o guardanapo preto que só depois percebi que não era uma base de copos. E como me senti muito mais confortável por pagar 1,60€ por uma água, mas no conforto de um bar onde se pode falar, sem ser aos berros. As conversas interessantes, e o conforto de estar com alguém que pensa como nós. As histórias mirabolantes. Alguém que dá uma esmola a uma pessoa que julga ser um pedinte e é alguém com uma licenciatura. As aparências iludem. Como eu sei que iludem. E como as pessoas gostam de ser iludidas. O porta-velas era um mocho, branco, cheio de orifícios, pequenos losangos por onde passava a luz. O pentagrama. As conversas ao lado. As cortinas a fecharem-se atrás de mim. E tudo acaba quando as cortinas se fecham. A chuva miudinha. A despedida. O regresso muito ensonado a casa. E esta noite foi assim.


Tiago Capião / Pesadelos de Peluche / Mão morta / 2010

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Inveja é uma Coisa muito Feia

De repente toda a gente se lembrou de falar da Autoeuropa. Parece que os trabalhadores estiveram em greve. E se há uma ou outra pessoa que a ouço defender os trabalhadores, outros há, a maioria, que fazem deles uns abusados, uns idiotas que não sabem o que é melhor para eles, e que não sabem ver que já ganham muito dinheiro e mais não sei o quê. Sim, como se quem os critica, fosse algum exemplo, e passasse constantemente a vida a dizer ao patrão que está a ganhar demais, e que, se tivesse oportunidade de ganhar mais algum recusasse.

Na verdade eu raramente gosto de atafulhar a memória do meu cérebro com informação inútil, e este é um desses casos. Não trabalho na Autoeuropa, estou-me a cagar para a greve, para o que os alemães lhes propuseram. Simplesmente não me interessa. Mas as pessoas querem logo saber! Ultrage! Há gente a ganhar muito mais do que! Esperem, para tudo! Mas só agora descobriram que na empresa que mais dinheiro ganha em Portugal se ganha bem? É que então estavam muito mal informados!

Mas no entanto, depois de tantas manifestações contra os trabalhadores, que não roubaram nada a ninguém, nem foram eles que quiseram mudar as regras do seu contrato a meio (foi a empresa!), pergunto então, a todos aqueles que são trabalhadores como eu, se isso tudo é só inveja? Porque se não é, parece! Parece que caiu o Carmo e a Trindade quando descobriram que são trabalhadores a trabalhar numa linha de produção e que ganham tanto dinheiro. No entanto, e contra os tipos que nem falar sabem, e que simplesmente dão uns chutos numa bola e que ganham numa hora aquilo que os trabalhadores da Autoeuropa ganham num mês, contra isso já ninguém se insurge! Ah, malandros daqueles trabalhadores que deveriam ganhar menos do que eu! 
É que, para mim, é muito feio estar do lado do patrão em vez de estarem do lado daqueles que são trabalhadores como nós. É que, entre uns e outros eu defendo a minha classe, defendo os meus, não defendo aqueles que muitas vezes querem pagar pelo meu trabalho, o mínimo possível. Mas e se fosse convosco nas vossas empresas? Estou a ver que rapidamente vergariam o cuzinho e aceitariam tudo o que vos propusessem.

Então, se não estão por dentro da situação, se não sabem o que é estar na pele deles, então, não julguem os outros. Ainda por cima eu sempre ouvi dizer que quem está de fora racha lenha. E parece-me mesmo muito feio, que, sem conhecerem minimamente a realidade, estarem do lado dos que estão do outro lado da barricada, quando um dia poderá ser com vocês, e gostava de saber o que fariam.

E sabem que mais? A inveja é uma coisa mesmo muito feia. 

Amor em Ruínas


domingo, 3 de setembro de 2017

Atropelar a Língua Portuguesa é Cule

Acho que até hoje nunca me pronunciei aqui no blogue sobre o acordo ortográfico. E para não variar a minha opinião não seria a da maioria. Aliás, neste caso nem se trata da maioria, porque tenho ideia, que 99% das pessoas - vinte anos depois do acordo ter sido assinado, é que se deram conta que a grafia já tinha mudado há muito - e estavam todos contra.

Contra, simplesmente porque há uma coisa que se chama resistência à mudança e então tudo que seja mudar, é muiiiiito chato para as pessoas. Quantas vezes ouço dizer que o Facebook mudou uma vírgula, e os utilizadores manifestam-se violentamente contra nas redes sociais? Porque estava tudo tão bem sem alterações! Parece que o mundo vai acabar para os facebuquianos! Por outro lado, o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação, daí termos proliferado tanto no planeta. Será que as pessoas ainda se lembram do Escudo? Ninguém queria mudar para o Euro! Ninguém. Mas hoje, se formos pela rua, e perguntarmos a dez pessoas diferentes se querem voltar ao Escudo, essas dez pessoas dirão que não querem ficar sem o Euro. E porquê? Não, não é porque o Euro é uma moeda que nos beneficia, porque como é sabido só nos prejudica visto que temos uma moeda que vale duzentas mais do que a nossa economia, é termos uma moeda de ricos quando somos muito pobres, mas as pessoas não quereriam voltar à nossa moeda,  porque sas pessoas detestam mudar.

E se há coisa a que acho muita graça, é ouvir toda a gente - não conheço uma só pessoa que me tenha dito: "olha que boa ideia que tiveram, lá nos anos 90 do século passado, terem uniformizado a língua" - e então, toda a gente manifestou-se radicalmente contra o acordo ortográfico, mas depois, por outro lado - generalizadamente! - cada vez mais, toda a gente, em cada três palavras que usam, uma é em inglês! Deixem ver então se eu percebi, retirar umas consoantes mudas que ninguém pronuncia é um absurdo, mas estar sempre a usar anglicismos, quando para cada uma dessas palavras temos uma palavra em português, isso já é defender a língua portuguesa! Olha que grande coerência! Como se diz agora em bom português: Uotéber!

E há algum tempo, comecei a anotar todas as palavras que ouvia, principalmente na rádio, mas também de colegas, e de conversas que ouvia, e comecei a anotar no telemóvel. Entretanto peguei nesse telemóvel antigo, e encontrei a lista, que é a seguinte:

Highlight   Globetroter   Selfies   Croudfounding   Gaming   Follow up   Draft   Subscription   Flirtar 

Mainstream   People   Cloud   Teasing   Voucher   Big Data   Retro Game   Multiplayer   Oldschool

Top   Mind Grames   Backlog   Sweg on   Delay   Playlist   Mister   Spin Off   Stalker   Foil   Vintage

Track Number   Nerd Budget   Pre Match   Soft   Standards   Outsiders   Show Case   Respect   

Front Man   Repeat   Remake   Sketch   Know How   Headphones   Outdoor   Flash Interview

E para cada uma destas palavras em inglês, existiria sempre uma ou mais palavras, em português, para dizer exatamente o mesmo. Acho que é mesmo caso para dizer, como se ouve por aí, mesmo nos órgãos de comunicação, como até no Telejonal da televisão pública: atropelar a língua portuguesa é muito cule!

sábado, 2 de setembro de 2017

Conversas Improváveis 13

"Ao menos tu tens muita sorte, porque tens mulheres que gostam muito de ti. Não te querem só conhecer para te levar para cama."



De facto, pensando bem, ser abordado por mulheres que só me quereriam usar para as foder à grande, isso deveria ser uma coisa mesmo muito desagradável e traumatizante de se viver...


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A Luz no Fim do Mundo

"É triste saber como o amor jovem morreu
Para saber disso, sozinho, alguém chorou.
Mas as nossas memórias são para guardar
Para vivê-las novamente, no nosso sono."

Basicamente a história que quis contar é um grande poema e quando ouvirem o disco, as letras que eu canto são apenas uma pequena parte desse poema, porque foi impossível incluí-las todas (de qualquer das maneiras o poema está todo impresso no disco).
O poema conta a história de dois amantes que se separam. A mulher infelizmente morre e o homem fica tão amargurado pela dor, que um dos deuses apercebe-se de que realmente tinham cometido um grande erro ao levá-la para longe dele. Então, o Deus vem cá abaixo e diz: "Eu posso oferecer-te um acordo se quiseres passar mais uma noite com a mulher que amas, mas terás de sacrificar a tua vida. Terás de passar o resto dos teus dias numa ilha, no fim do mundo, só, apenas por ti." O homem diz que sim, que se sacrifica. Um dia depois ela regressa e passam uma fantástica noite juntos... e adormecem. Quando acorda o homem está numa ilha distante  completamente sozinho, mas não se arrepende, porque foi ele que decidiu e sabe que valeu a pena. Depois de imensos anos naquela solidão, ele receia ficar louco e sabe que precisa de acabar com a sua vida, pois não pode continuar mais. Então, chega à beira de um penhasco, no limite da luz, olha para baixo e reconhece que se vai atirar ao oceano. Quando levanta os braços estes transformam-se em asas e descobre que é um anjo. Já estava morto e não se tinha apercebido. É essa a imagem da capa. 
(Aaron, vocalista e líder da banda My ying Bride à revista Riff / 1999)

"The light at the end of the world" é uma música especial, tocada por uma banda especial. Pelo menos especial para mim, não fosse uma das minhas bandas preferidas. Talvez seja - quem sabe? - uma das melhores músicas jamais feita, que narre o amor eterno. Porque para mim tem tudo. Um lindo poema, tocado por My Dying Bride, uma banda que canta as emoções, a dor e o sofrimento como poucos.









"The Light at The End of the World" / My Dying Bride / 1999

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

As Burkas dos Homens no Emprego

O primeiro sinal de que as férias acabaram hoje, eram as calças que tinha vestidas para sair de casa para o trabalho. Adeus férias 2017, agora só para o ano!
Senti-me logo desconfortável mal ia a caminho da garagem para pegar no carro. Havia algo estranho porque eu não gosto de usar calças, e se estava com elas vestidas para sair, é porque as férias tinham terminado. Estamos no Verão, ando sempre de calções porque é muito mais prático. E no Verão também não andamos com casacos quentes não é?

Mas no trabalho parece que os homens não podem usar calções. Não sei bem porquê, também nunca perguntei, mas não se pode e pronto. É daquelas coisas que não tem explicação. É como quando as criancinhas perguntam aos pais porque não podem fazer determinada coisa, e os pais respondem que "Não, porque não". Ponto final. Tal como ninguém sabe por que é que os homens usam uma tira de pano amarrada ao pescoço, que mais parece que se vão enforcar e que não serve para nada... só se for servir de guardanapo para limpar a boca quando comem sopa!

E no trabalho, dependendo da profissão, os homens  não podem usar um sem número de peças de vestuário. Incrivelmente, para a mesma tarefa, já as mulheres podem ir vestidas como bem lhes apetecer. 



Vamos imaginar um Banco. Os homens andam de fato e gravata. As mulheres, para a mesmíssima função, podem ir vestidas quase como se fossem para o jardim ou caminhar para a serra! Podem ir de calças, de saia, de ombros à vista, no fundo quase como bem lhes apetecer. E será que isto, como é que se chama, não é também descriminação laboral? Se calhar é, não?

Por que é que uma mulher, pode ir para o trabalho de saia, ou com uma mera tira de pano só a cobrir-lhe as nádegas, com os ombros à vista, ou com o rego das mamas a ver-se, e o homem nem uma merda duns calções podem usar?

"Ah mas ó Konigvs, é a postura, isso não iria ficar bem com os clientes, irias estar a prejudicar a empresa.." 

Em primeiro lugar caro(a) leitor(a), eu não lido com clientes. Sou um excelente profissional, que trabalho para a qualidade e excelência, não sou chinês que trabalho para a produtividade sem qualidade. O meu trabalho, a minha produtividade não depende da roupa que eu tenho vestida.  Para o meu patrão tanto deve interessar que eu esteja com uma camisola satânica ou com o polo da empresa. Quer é que o trabalho fique bem feito, e isso deve ser o que interessa à maioria dos patrões. 

Mas mesmo assim, mesmo eu não trabalhando com o cliente final, como que parece que há um código de vestuário implícito, que faz com que eu mesmo, nem sequer ousasse chegar ao trabalho de calções. Parece que sou uma mulher que nasceu num país islâmico e que sabe que o seu destino é usar uma burka para toda a vida. E eu estou igual: "Não, tu nunca poderás trabalhar de calções, infelizmente nasceste homem: não tens o mesmo direito das mulheres". 

Eu deixo também esta questão da discriminação do vestuário entre mulheres e homens no local de trabalho, para que a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género possa emitir uma opinião. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Ponte do Infante (em construção)

Às vezes quando se anda a remexer em tralhas antigas encontram-se algumas coisas curiosas. Nesta fotografia, que tirei ainda com maquina fotográfica a rolo, podemos ver a Ponte do Infante em construção e ainda com o escoramento do arco que sustenta o tabuleiro. Haveria de abrir ao trânsito em Março de 2003.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A Casa dos Espíritos: Clara

"Os poderes mentais de Clara não causavam incómodo a ninguém e não produziam desordem de maior; manifestavam-se quase sempre em assuntos de pouca importância e na estrita intimidade do lar. Algumas vezes, à hora da refeição, quando estavam todos reunidos na grande sala de jantar da casa, sentado em absoluta ordem de dignidade e hierarquia, o saleiro começava a vibrar e deslocava-se depois pela mesa fora entre copos e pratos, sem ter havido para isso nenhuma fonte de energia conhecida nem truque de ilusionista. Nívea dava um puxão às tranças de Clara e com esse sistema conseguia que a filha abandonasse a distração lunática e devolvesse a normalidade ao saleiro, que acabava de recuperar a imobilidade. Os irmãos tinham-se organizado para que, no caso de haver visitas, aquele que estivesse mais perto de deter com a mão o que estivesse andando sobre a mesa antes que os estranhos desses conta disso e apanhassem um susto. A família continuava a comer sem comentários. Também se tinham habituado aos presságios da irmã mais nova. Ela anunciava os tremores de terra com alguma antecipação, o que resultava muito útil naquele país de catástrofes, porque dava tempo de pôr a salvo a baixela e deixar ao alcance da mão as pantufas para sair noite dentro. 

A Casa dos Espíritos / Isabel Allende / 1982


OLXulos

Como já por aqui escrevi, eu comecei a comprar e a vender na Net há muitos anos. Já passei por diferentes sites, diferentes metodologias. E neste momento, se temos umas tralhas em casa que nos queremos ver livres e fazer algum dinheiro, em Portugal, só temos duas hipóteses: OLX ou Custou Justo. 

São ambos muito semelhantes na forma de funcionar. Ambos os sites permitem a colocação de anúncios de forma totalmente gratuita, ambos, e mal, não têm um índice de reputação e não permitem comprar à distância com segurança, o que, nos dias de hoje, em que se compram artigos oriundos de qualquer parte do mundo, é completamente absurdo. 



Se me perguntarem - qual o melhor para colocar artigos à venda? Eu direi para colocarem à venda nos dois, porque quem vê um anúncio pode não ver o outro e vice-versa, e sendo assim conseguem um maior número de visualizações e potenciais interessados. Só que entretanto, o OLX já há algum tem que vem sofrendo da doença da ganância, e então vai daí, ultimamente muda as regras quase mais depressa que o Marcelo faz uma nova visita de Estado. 

O agora OLXulos, cada vez mais, quer cobrar aos utilizadores pacotes de novos anúncios, ou seja, existe a gratuitidade, mas só para um determinado limite de anúncios, que também está sempre a mudar! Por exemplo, desde o dia 22 de Agosto, existe um limite de 2 anúncios para Bicicletas/Cães/Gatos ou 5 anúncios para Jardim/Bricolage, a categoria que a mim particularmente mais me afeta, porque tenho sempre uns 20/30 anúncios, e na verdade se quisesse poderia ter muitos mais. 

O que fazer então? É fácil. Se o OLXulos, que pertence ao grupo Fixeads (Standvirtual, Coisas, Imovirtual) que já ganha rios de dinheiro à custa dos vendedores agora nos quer chular valentemente, então só temos uma coisa a fazer: mudarmos de armas e bagagens para o Custo Justo. 

O Preguiçoso e Lei de Murphy na Empresa

Preguiçosos há-os por todo o lado. Muito provavelmente até estarão casados com um. Tenho a certeza que até no sexo há preguiçosos, que arranjarão sempre a posição que lhes dê menos trabalho para foder. Porque mesmo entre a preguiça e o prazer, o preguiçoso escolherá sempre a preguiça, isto claro, se o prazer exigir demasiado trabalho!

E claro, se os preguiçosos abundam na sociedade, também os encontraremos na empresa. E por incrível que pareça, toda a gente os reconhece logo, menos quem interessa, que é o chefe ou o patrão! Incrível não é? Parece que só eles não vêem! Por alguma coisa se diz que o corno é sempre o último a saber! Mas pior ainda, se há um preguiçoso onde trabalhamos, cuidado, pois a probabilidade deste vir a tonar-se chefe é mesmo muito grande!

Querem saber por que é que um preguiçoso se haveria de querer tornar chefe? Mas não é lógico? Para fazer ainda menos, sem ter que dar satisfações por isso e ainda ganhar mais ao fim do mês! Mais por menos, o sonho de qualquer preguiçoso! 
- "Onde é que foi o senhor preguiçoso? Ah não sei, deve ter ido não sei onde, fazer não sei o quê". Deve andar para aí, muito ocupado... a não fazer nenhum! Do preguiçoso nunca se sabe, principalmente em duas situações: quando é preciso e quando o trabalho aperta! 


O preguiçoso é um tipo muito esperto, e por isso chega a chefe. Se não é por trabalhar muito, por alguma coisa haveria de ser não é! E é preciso mostrar-se muito trabalhador sim, mas só quando interessa, que é, quando quem interessa está por perto. Quando quem interessa não está por perto, faz o que qualquer bom preguiço é perito em fazer: o menos possível. 

Daí que, uma das Leis de Murphy é precisamente dedicada ao preguiçoso e que faz todo o sentido:

"Se há um trabalho difícil de ser feito, entregue-o a um preguiçoso, ele descobrirá a maneira mais fácil de fazê-lo".

domingo, 27 de agosto de 2017

Coisas que Eu escrevi na Net há uns Anos (4)



Outubro / 2012

Governo de Passos e Portas propõe cortar 10% nos subsídios de desemprego mais baixos

Sempre que há uma proposta, e os portugueses como pieguinhas que são, reclamam, este santo governo recua e coloca outra medida ainda pior, que é para o povo aprender a não reclamar. Eu estou em crer, que eles vão recuar e depois fazer uma espécie de privatização do desemprego. Estar desempregado como já foi avançado por este governo, é um mar de oportunidades, portanto quem quiser dar-se ao luxo de estar desempregado, vai passar a ter que pagar por isso. Onde já se viu não fazer nenhum, não ter horários, não andar nesse stress diário casa/trabalho e ainda receber por isso? E quem diz desempregados diz os velhos que recebem o complemento solidário de reforma mais uma despesa inventada pelo governo socialista, que só proporcionou melhores condições a gente que devia era morrer quanto antes.
E os doentes? Esses ainda são os piores! Num período tão complicado da vida do país, as pessoas preferem logo ficar doentes, só para chatear, quando podiam perfeitamente ficar doentes noutra altura qualquer, mas só para dificultar a vida a este governo que está a fazer tudo para no tirar do buraco.


(é sempre bom recordar o que as fascistas fizeram num passado tão recente e que já ninguém se lembra)

25% das Pessoas que Rapam os Pelos Púbicos têm Acidentes

Antigamente só os homens se cortavam com a lâmina, e era a fazer a barba.

Mas ao que parece, segundo um estudo norte-americano, que foi elaborado para tentar perceber porque tantas pessoas chegavam aos hospitais com ferimentos nos genitais, chegou-se à conclusão que 25% das pessoas que depilam ou rapam os pelos púbicos, sofreram acidentes, que vão desde cortes, queimaduras a irritações graves na pele. E apesar de na maioria dos casos terem ocorrido lesões menores, em 2,5% dos casos, ocorreram feridas graves, que necessitaram de intervenção cirúrgica e foi preciso ser suturado com pontos. 

https://www.theguardian.com/society/2017/aug/16/wax-on-wax-ouch-pubic-grooming-has-a-high-injury-rate-survey-reveals

O estudo concluiu ainda que 60% de todas as lesões são provocadas por cortes, o que aumenta o risco de exposição do corpo humano a uma infeção, além daquilo que já se sabia: as pessoas que depilam os pelos púbicos estão mais propensas a doenças sexualmente transmissíveis

Portanto já sabe, se não quer ter um bonito relvado natural, e acha que o jardim vai ficar muito mais bonito só com a terra à vista - gostos não se discutem! - e decide arrancar a relva ou fazer-lhe uma valente carecada, faça-o em segurança ou recorra ao serviço de um profissional qualificado para o efeito. É pela sua saúde e dá menos despesa ao serviço público de saúde!


# Quando a Moda torna Aberrante a Natureza Humana

sábado, 26 de agosto de 2017

Ouvi Dizer Que Quem Não quer Ter Filhos é Egoísta....

O verbo em questão é o verbo Ter, não é o verbo Ser. E a questão é ter filhos. 

Ouço muitas vezes à boca pequena, que determinada pessoa não quer ter filhos, e que isso demonstra muito egoísmo. Será? Eu não gosto de o ouvir. Acho que é feio dizê-lo. Mas diz-se porque a maioria das pessoas quer ter filhos. Só uma pequena franja da população, tem companheiro e decide não ter filhos. E isso, ainda nos dias de hoje só pode ser uma heresia. Afinal, para a maioria das pessoas, o curso normal da vida, é crescer, casar ou viver junto e, claro, ter filhos. E quem quer, mas não consegue ter filhos, são uns infelizes e amaldiçoados. Agora, quem por livre escolha, decide não ter filhos, bom, isso então para a maioria das pessoas só pode mesmo ser malvadez, mas usam sempre a palavra "egoísmo" para ilustrar a situação. Quem não quer ter filhos é egoísta e merecia arder na fogueira. 

Mas trata-se do verbo ter. A decisão é: ter ou não ter
E o que me parece é que, hoje em dia, o verbo ter não anda assim com grande reputação. O ter está sempre associado ao consumismo, a querer inchar o ego, a mostrar aos outros que se é melhor ou espetacular, só porque se tem uma casa maior, um carro maior, uma mamas maiores, que se tem mais e melhor. Que se é melhor do que os outros. 

E as pessoas que não querem ter incomodam muito os outros, principalmente se podem ter mas não querem! Eu tenho um telemóvel com mais de dez anos, e se não tivesse dinheiro para comprar um novo, as pessoas olhariam para mim, com ar de pena, coitadinho. Mas eu poderia ter o telemóvel que quisesse, mas não quero. E isso aborrece, incomoda os outros. É quase um ultraje! Como é que alguém consegue ser feliz sem ter o que toda a gente tem? 

E quais são então os motivos pelos quais as pessoas decidem ter filhos?

- Não ser diferente dos outros. 

Bom, este, estou em crer, será o principal motivo. A maioria das pessoas nem sequer pensa se quer ter filhos ou não. É um dado adquirido. Se casou tem de ter filhos. É como acreditar em Deus. Isso nem se questiona. Andaram na catequese e levaram-nos à missa, o mundo é assim, ponto final. Para quê ousar pensar pela própria cabeça? E depois porque, se ousassem sequer pensar, vem a pressão, sempre a cima, a fazer marcação cerrada que não os deixa respirar. Alguém casa, ou vai viver junto, e a pergunta sacramental é: "então e para quando o primeiro filho? Já estão em idade, não deixam para mais tarde"! Tal como quando têm o primeiro filho, a próxima pergunta será: E então para quando é que vem o segundo? 

Ora bem, vão-me desculpar, mas andar no mundo por ver andar os outros, não é de todo um ato altruísta, é antes um ato de conformismo.

- Porque é pecado não ter filhos

Aqui estamos na presença do medo e da fé. Se eu não tiver filhos posso ser castigado. 
Mas medo também não é altruísmo, é sim, pensar em si e em não arranjar problemas com Deus. 

- Ter filhos para que eles cuidem de nós quando formos mais velhos

Estou em crer que este é outro dos motivos. Ainda não há muito tempo, e ainda nos dias de hoje, em certas culturas, é até habitual que, a filha mais nova não se case porque a sua obrigação é cuidar dos pais até eles morrerem! E uma das coisas que vi aqui bem perto onde vivo, é os pais construírem casas bem maiores do que aquilo que precisavam, muitas vezes até construindo duas casas, uma perto da outra, para que um dos filhos fique na casa dos pais, e o outro possa ter também a sua casa. Os pais partem dos pressuposto que os filhos vão viver com eles para sempre! E muitas vezes não é que gostem assim tanto deles, é simplesmente porque eles lhe fazem falta! Quantas e quantas vezes é que os pais não fazem chantagem com filhos (principalmente com as filhas) quando estas manifestam a sua vontade de abandonar o ninho?

Mas mais uma vez, decidir ter filhos, com o receio  de que, se não os tiver, ninguém vai cuidar de si quando forem velhos, vão-me desculpar, mas de novo, não é um ato altruísta, mas sim, um ato oportunista. Como que se está a condicionar a vida dos filhos, que parece que não poderão decidir o seu futuro por si, porque os pais, ainda eles nem nasceram, e já lhes traçaram o destino: cuidar dos pais quando estes forem velhinhos! Isto é mais ou menos como na geração dos meus pais, em que se tinham quanto mais filhos fosse possível, porque depois era mais mão-de-obra para ajudar nos trabalhos agrícolas. E decidir ter muitos filhos, para ter muito empregados em casa, também não é um ato altruísta. 

- Para criar uma família

Voltamos sempre ao mesmo, a decisão é sempre ter ou não ter. 
Muitas pessoas querem construir uma família, seja lá o que isso for nas suas cabeças. Talvez seja passar os genes, passar o nome da família. Mas decidir ter filhos só para que o nome da família não desapareça também não me convence que seja uma decisão altruísta. Parece-me, novamente, uma decisão baseada no orgulho, no ego, na conveniência. E bem sabemos para que é que o casamento foi inventado: para unir famílias ricas e perpetuar a riqueza entre os mais ricos. As famílias gostam muito dos filhos e das crianças, mas o que é eternamente se fez com os filhos fora do casamento? Eram bastardos, filhos de pais incógnitos, e eram muitas vezes deixados à sua sorte em conventos para as freiras cuidarem. Tudo para que não se dividisse o dinheiro da família. Olha que grande altruísmo e amor pelos filhos!

- Para estar rodeado de Amor

Se há pessoas que não gostam de crianças - e na verdade concordarão comigo se disser que a maioria das crianças são muito fáceis de não se fazer gostar - mas outras pessoas há, que têm um dom natural com crianças. Mas se mesmo dentre desse grupo de pessoas que têm esse dom natural com crianças, muitas decidem não ter filhos, outras sentem ainda mais esse apelo para a maternidade/paternidade.
Mas querer ter estar  rodeado de amor, será mesmo um ato altruísta ou será estar a pensar em si mesmo? 

O que eu acho é que as pessoas julgam muito facilmente os outros. E eu não tenho quaisquer dúvidas que há excelentes pais, e também não tenho quais dúvidas da tremenda dificuldade que é ser pai ou mãe nos dias de hoje. É curioso até, que ainda por estes dias estive à conversa com um senhor, que me disse que teve de ser muito inflexível, com os avós e até com pessoas desconhecidas, na educação da sua filha, que terá uns 19 anos. Revi-me muito nas palavras que ele me disse. Eu não faço a mais pequena ideia de como seria como pai. Acho que não se pode sequer imaginar, só mesmo se acontecesse. Mas concordei totalmente quando afirmou "a filha é minha, sou eu que a educo como eu acho que é correto, e não permiti que avós ou estranhos, viessem estragar o trabalho que eu estava a fazer".

E claro que há excelentes pais. Mas, infelizmente, esses não são a maioria. Acho até, e basta ouvir as pessoas, que a maioria detestou ser pai ou mãe. Essa é a verdade com todas as letras. Detestam ter sido pais ou mães, mas não podem dizer que se voltassem atrás não os teriam. Isso seria uma heresia! Cada pessoas é que sabe porque quis ter filhos. Na verdade muitos nem quiseram, mas "aconteceu". Foram pais à força. E só cada pessoa sabe porque quis ter filhos. De igual forma só cada pessoa sabe porque não os quer ter. 

Não julguem os outros, nem lhes colem de imediato  rótulos fáceis, quando não fazem a mais pequena ideia do porquê das decisões de cada um. Não julguem os outros só porque tomam decisões diferentes das vossas, quando as vossas próprias decisões podem muito bem ser criticadas também. Ter ou não ter filhos não é uma competição para mostrar quem é melhor. É uma opção, uma escolha. E ninguém é melhor ou pior por querer ou não querer ter filhos.  

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Pela Igualdade de Género: o Fim das Casas de Banho para Homens e Mulheres

Estamos em Agosto, época de veraneio e as notícias de relevo minguam. Há então que encher jornais e sites com chouriços para entreter as pessoas, como por exemplo, dar eco das supostas violentas reações nas redes sociais sobre a publicação por parte da Porto Editora de uns livros de exercícios para crianças entre os 4 e os 6. 

E o que desde logo me surpreende, é que esta gente nunca se tenha insurgido, e quem sabe até, tenha criado verdadeiras milícias, para fazer visitas a lojas de roupa e lojas de brinquedos, para que tudo o que existe seja igual para meninos ou meninas! Ou para que, quando os pais ofereceram uma bola de futebol ao filho, apareça assim do nada, uma espécie de Provedor da Igualdade (lembram-se do Diácono Remédios?) para que de imediato diga aos pais: "ofereceram uma bola ao miúdo, agora por uma questão de igualdade de género, têm de lhe oferecer uma boneca cor-da-rosa"!

Mas uma vez que este tema é tão sumarento, para já, eu vou só centrar-me numa dúvida que sempre me assolou: o porquê de existirem casas de banho para homens e para mulheres?! E por que é que ninguém se revolta contra isto?! É que isto sim, é que, nos dias que correm, não faz sentido absolutamente nenhum! Senão vejamos:

- Homens e Mulheres Cagam e o cheiro é o mesmo
- Homens e Mulheres Mijam 
- Homens e Mulheres usam o mesmo Papel Higiénico
- Homens e Mulheres disparam o autoclismo e gastam da mesma água 

Tudo igual portanto. Certo?


Então porquê a separação? Mais parece que estamos no tempo da outra senhora em que havia colégios públicos para rapazes, e a alguma distância de segurança, colégios para raparigas! 

Por esta lógica, até me pergunto porque raio as casas de banho dos homens são encostadas às das mulheres? Ainda por estes dias, eu estava mesmo na dúvida! Tu queres ver que eu entrei no lado das mulheres? É que não existe uma normalização! As casas de banho dos homens poderiam ter que ser sempre à esquerda, ou sempre à direita, assim era mais fácil e uma pessoa não se confundia com a identificação que está na porta, e que muitas vezes nem se percebe se o boneco tem calças ou saia! 
E lá está, estamos de novo a descriminar! Como é que ainda não se acabou com essa simbologia? A mulher usa saia, mas também pode usar calças! Não pode ser, revoltem-se já todos nas redes sociais, e façam já queixa na Comissão para a Igualdade de Género!

Ah, mas ó Konigvs, tu não estás a ver que é por uma questão de privacidade.... 

Caro leitor - mas qual privacidade? Que privacidade é que existe, se no urinol ao lado, em que muitas vezes estamos todos quase a roçar uns nos outros, enquanto nos tentamos abstrair, não pensar em nada, para ver se conseguimos mijar em paz, e eu sei lá se não está ali ao lado um homossexual a admirar o meu sardão? De igual forma, eu tenho a certeza que uma mulher teria muito mais privacidade com um homem homossexual ao lado, que certamente não olharia para ela!, do que com uma mulher ao lado que se está a babar com as formas que tem, e se calhar até lhe pergunta se lhe pode apalpar as mamas - onde é que as comprou - porque gostaria de ter umas assim!

Só há duas hipóteses: Ou se fazem casas de banho multi-género e se acabam com os urinóis, ou se fazem casas de banho para uma só pessoa usar de cada vez. E então vamos imaginar um transsexual, parece uma mulher mas tem um pénis: a que casa de banho se dirige? E quando as casas de banho das mulheres estão com uma enorme bicha, e as mulheres decidem entrar casas de banho dos homens adentro? Quem é que está a desrespeitar quem? Nem quero imaginar se fosse um homem que o fizesse! Mas como são as mulheres, coitadinhas, que são sempre as vítimas, já podem violar a tal privacidade dos homens!


O que eu acho é que separar homens e mulheres é que não faz qualquer sentido, mas as pessoas insurgem-se violentamente contra este acontecimento irrelevante da editora, que apenas fez um manual de exercícios azul e outro cor-de-rosa. Mas e os papás, será que vestem os filhos exatamente de forma igual seja uma menina ou um menino? E compram-lhes exatamente as mesmas coisas, independentemente do género da criança?

Por mim, mais uma vez, é tudo uma questão de coerência. Revoltem-se violentamente, insurjam-se contra o que acham que está mal, tal como eu também o faço, mas façam-no em coerência. É que senão depois ninguém vos leva a sério. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Coisas Que Eu Escrevi na Net Há Uns Anos III

Março 2004



Liga um cliente para uma colega minha e pergunta:

"Eu comprei um Kit Mãos-Largas e queria saber como o posso instalar.."


Elogio ao Atendimento da Vodafone

É sempre mais fácil criticar que elogiar. E quem por aqui vá passando, na maioria das vezes encontrará mais críticas negativas que comentários elogiosos. Parece que o que é bom é um dado adquirido. Até existe um Livro de Reclamações, onde podemos escrever e reclamar do péssimo atendimento que tivemos e essa empresa pode vir a ter alguns problemas com isso. Mas não existe um Livro de Recomendações! A nossa sociedade funciona sempre pela negativa, raramente pelo lado positivo. Aliás, olhe-se para as notícias! Não há notícias positivas! Têm de ser sempre negativas e quanto pior melhor! mais vende!

As pessoas tratam-nos bem e parece que não fazem mais do que a sua obrigação. Mas eu quase me sinto na obrigação de escrever umas breves linhas elogiando o atendimento da empresa de comunicações Vodafone. E só me estou a referir ao serviço de atendimento. 

Eu sou cliente Vodafone desde que esta empresa inglesa comprou a portuguesa Telecel. Há muitos anos portanto. E sempre que tive algum problema com os seus serviços, e foram alguns durante todos estes anos, sempre me resolveram os problemas de forma célere e prática, e aplicando quase sempre a velha máxima e muito em desuso infelizmente: "o cliente tem sempre razão".


Este fim-de-semana aconteceu mais uma situação. Recebo do nada duas SMS, estranhas, que li na diagonal, e em que me parecia que lá tinha uma referência multibanco para pagamento. De imediato as  apaguei. Mas de seguida, aparece no ecrã, aquela mensagem típica de quando se faz uma chamada, e em que aparece o saldo. Alto! Eu não tinha só 96 cêntimos de saldo! Alguém que roubou dinheiro!

E lá fui eu ligar, mais uma vez, para a linha de apoio da Vodafone, o 16912. A pessoa que me atendeu, um homem, esteve a verificar mas ainda não conseguia saber que empresa é que me sacou o dinheiro. Mas pelo valor, 2,10€, logo me disse que isso foi um serviço de valor acrescentado.
Deu-me um outro número específico, o 808 911234, em que tratam em exclusivo desses assuntos, e disse-me para ligar passado uma hora.

Assim o fiz. Atende-me uma senhora, sempre muito profissional, que me explicou o que costuma acontecer nestes casos, e logo se prontificou a ativar o barramento destes serviços de valor acrescentado, e que iria  cancelar o serviço que (supostamente) eu ativei inadvertidamente (não sei como). E ainda ainda me devolveram o dinheiro que me tinham roubado. 

Sempre impecáveis.  
 Assim deveriam ser todas as empresas de Telecomunicações que operam em Portugal.

Canção d'Amor


However far away
I will always love you
However long I stay
I will always love you
Whatever words I say
I will always love you


Lovesong / Disintegration / The Cure / 1989

sábado, 19 de agosto de 2017

Coisas Que Eu Escrevi na Net Há Uns Anos II

Abri este topico por curiosidade, e também quem sabe, descobrir novas posições 

qual é a vossa posição sexual preferida?


Luis Royo
Abril 2012

Na verdade só existem seis posições sexuais, o que existem depois são pequenas variantes. 

Às vezes fala-se de posições sexuais como se estivessem a falar de ginástica rítmica!!

Já agora concretizando as seis posições básicas:

- Missionário

- De pé

- Sentados

- Canina (ou como fazem grande parte de todos os outros animais)

- Colher (de lado)

- Mulher por cima (missionária?)

Acho que cada pessoa tem no máximo uma ou duas posições realmente favoritas, depois tudo também depende do parceiro, e no fundo é bom de qualquer maneira desde que a coisa encaixe.

Alterações ao Código da Estrada

Já estão a par das novas mudanças ao Código da Estrada? 
É que se não estão é conveniente informarem-se pois já sabe que anda aí a caça à multa. 

As mudanças ao Código da Estrada têm basicamente a ver com as paragens do automóvel nas bichas de trânsito, mais especificamente quando parados no sinal vermelho. 

Até agora, perante o sinal vermelho, o condutor colocava a primeira velocidade e arrancava de imediato. Mas agora deixou de ser assim. É verdade, e é neste ponto que devem ser absolutamente escrupulosos no cumprimento da lei, sob pena de lhes verem ser retirados -4 pontos de um total, que como sabem, de 12 que têm. E já sabem que quando tiverem menos de 5 pontos têm de fazer uma ação de formação. 

Então para evitar a perda de pontos, e toda essa chatice de se submeterem a uma formação, quando pararem num sinal luminoso de cor vermelha, o procedimento correto a fazer é o seguinte:

- Parar ao sinal vermelho e nunca mais olhar para o semáforo. 
- Pegar no telemóvel
- Verificar o E-mail
- Ver se alguém interessante na zona está disponível no Tinder
- Mandar uma foto nua par aquela pessoa com quem andam no engate
- E depois passar o resto do tempo a ver as palermices que se vêem no Facebook
- E só quando ouvirem uma valente buzinadela é que podem voltar a olhar para o semáforo. 
- Mas nada se arrancar logo se seguida. 
- Ainda antes disso podem ver um pouco de um vídeo de gatinhos que alguém publicou.
- E então sim, muito calmamente, engrenam a 1a velocidade, e arrancam lentamente. 



É este o procedimento correto que devem passar a aplicar. A estrada não é para fluir livremente o trânsito. Já não estamos no tempo das cavernas. As estradas são vias de comunicação para estar em contacto com as pessoas que mais gostamos. Se a estrada já era para conduzir enquanto se falava tranquilamente ao telemóvel, agora que as pessoas têm mil-e-uma-coisas-fúteis-para-encher-a-cabeça-no-telemóvel-com-net é para se poder aproveitar enquanto se conduz. 

Coisas Que Eu Escrevi na Net Há Uns Anos I




Março 2012

 "Dar um Tempo"

As pessoas vêem demasiadas telenovelas e depois imitam. Nas novelas - há mais de dez anos que não vejo nenhuma, mas suponho que os argumentos não tenham mudado assim tanto - é que acontece frequentemente a célebre situação "vamos dar um tempo na relação"? (ler com sotaque brasileiro)

As coisas não estão bem, conversa-se, põe-se as cartas na mesa, e decide-se, ou se tenta limar as arestas ou vai cada um para seu lado. Isso de ir-se repensar a relação como é que funciona? Quanto tempo se dá? E nesse tempo as pessoas fazem o quê? Vão para a cama com o primeiro que aparece para ver se ainda gostam da pessoa anterior? Eu sou muito terra à terra, gosto das coisas bem claras e situações pouco nublosas.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Só Quando Te Foste...


"Only when you're gone" / The Nighty Disease / Madrugada (2001)

Partidos Políticos: Como o Marketing os Tornou Todos Iguais

Estamos a menos de dois meses das Eleições Autárquicas 2017, e o que já não falta por aí é a poluição do costume. Ruas e tudo que é rotunda cheia de enormes cartazes, com a propaganda dos candidatos dos partidos. Mas o mais curioso, é que cada vez mais vemos tudo azul! Da Esquerda à Extrema-Direita são todos azuis. Mas porquê?, pergunto eu. 

Vamos às cores, dos principais partidos, da Esquerda para a Direita:

O Bloco do Esquerda, o Partido Comunista Português (que nas eleições se chama CDU e é azul!) e o Partido Socialista são todos Vermelhos! O Partido Social Democrata é Laranja. E o Centro Democrático Social (partido de direita que mas que tem no seu nome "centro"!) é Azul.

E faz sentido que assim seja. A cor da revolução, da luta, é o Vermelho. A cor dos conservadores, que representava a monarquia, sempre foi o Azul. "Sangue azul". Aqueles que se acham melhores do que os outros - estão a ver? O lápis da censura também era azul, e não se podia dizer vermelho - e mesmo quarenta aos depois da Ditadura de Salazar, ainda hoje, os jornalistas dizem "encarnado" e não vermelho, não vá o ditador levantar-se da campa e ficar ofendido! 

Mas de repente, as alminhas do marketing, meteram nas cabecinhas de quem manda nos partidos, que vão todo ter muitos mais votos e ganharem eleições se forem azuis! E agora vejam alguns exemplos retirados da Internet, numa mera busca aleatória, começando pelo cartaz oficial do Bloco de Esquerda:







Conseguem ver as diferenças? Não pois não?! É tudo Azul! São todos da mesma cor! 

Se muitas vezes as pessoas não sabem diferenciar os partidos (simplesmente porque não se informam nem querem saber) agora o marketing político tornou-lhes a vida muito mais facilitada! Parecem mesmo todos iguais!

Porreiro, pá!