quinta-feira, 23 de março de 2017

Indigno. Impróprio. Inaceitável.


Lobo em pele de cordeiro? ou: olha para o que eu faço no Governo mas não olhes para o que eu digo na Oposição?

Partidas & Chegadas



Habilitações Necessárias para Ministro


Junho 1871

Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:
Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder, trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder, esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da Fazenda, a ruína do País!


Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País. Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros liberais, e os interesses do País!
Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do país...

Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num choito tão triunfante!

A Religião no Hospital

No dia da cirurgia, as diferentes pessoas, enfermeiras e médicos, que comigo contactaram, haveriam de me perguntar, várias vezes ao longo do dia: qual é a sua religião? E até hoje, sinceramente, não consigo perceber para quê tal pergunta. Por que não perguntar a minha orientação sexual? Por que não perguntar os meus ideias políticos? Por que não perguntar se tenho um clube preferido e qual? Por que não perguntar como é que eu gosto dos ovos, se sou omnívoro ou vegetariano?

Mas o mais engraçado é que, no inquérito que a enfermeira me fez na receção, nem sequer lá contemplava a opção "Sem Religião"! Os hospitais portugueses partem do princípio - errado! -  que toda a gente tem de ter religião! 

- Qual a sua religião? 
- Eu não tenho religião.
- Mas então é agnóstico?
- Não sou ateu mas também não sou agnóstico. E agnóstico e ateu também não são religiões. Mas eu não tenho nenhuma religião.
- Mas eu não tenho aqui "Sem religião", então vou colocar agnóstico. 

Vamos lá ver uma coisa. Vivemos num país Laico, sem religião portanto. Então, porque raio perguntam aos doentes que se dirigem a um hospital público qual a sua religião? Mas por acaso a religião é tida e achada dentro de um hospital? E do ponto de vista clínico, interessa alguma coisa a um médico saber a religião do doente? Não devemos todos ser tratados de forma igual? Então para que é que querem saber da religião das pessoas?

Ah mas ó Konigvs há pessoas que não querem transfusões de sangue porque a sua religião não permite. 

Eu sei muito bem que, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, além de quererem aparentar uma neutralidade política - como se isso fosse possível! (mas a Esquerda agradece) - são também muito conhecidos por não aceitarem transfusões de sangue. E em Portugal existem cem mil Testemunhas de Jeová, cerca de 1% da população.

Eu sempre defendi as liberdades individuais, pois certamente também concordo que cada pessoa é que deve saber o que fazer quando está doente. Não quer receber uma transfusão de sangue? Quer morrer? Muito bem, estou totalmente de acordo, cada um está no seu direito de fazer o que bem entender. Só que existem certas vontades, ou liberdades, que colidem eticamente com as liberdades dos outros.

As pessoas são livres de ter a sua religião, seja ela qual for. Totalmente de acordo. Mas as pessoas também devem ter presente que os médicos também fazem o seu juramento: o de salvar vidas. E onde é que fica o Direito do Estado Laico? Neste momento, o meu país não me deixa morrer, se esta for a minha vontade. É crime. Mas então, com que direito, é que o mesmo país, permite que se deixe morrer uma pessoa, havendo todas as possibilidades para lhe salvar a vida?

Quer dizer, as Testemunhas de Jeová são contra a Eutanásia, mas depois são a favor que deixe morrer uma pessoa, quando poderia ser facilmente salva, bastando para isso que recebesse uma transfusão sanguínea. São contra o suicídio. Só Deus pode tirar a vida. Mas então, deixar-se morrer e esvair-se em sangue não é suicidar-se? Em que ficamos então? Defendem a vida num caso mas no outro já não? Há qualquer coisa nessa linha de raciocínio que não bate certo... Mas eu percebo, a verdade é que as pessoas que têm religião não se regem pelo raciocínio, mas pelo fanatismo. 

Se eu quero morrer o Estado não mo permite. É crime. Se eu quero viver, mas como sou fanático-religioso, e quero impedir o médico de me salvar a vida, ou a vida da minha mulher ou do meu filho, está tudo bem, até há legislação sobre o assunto! Então onde é que fica o argumento da defesa da vida no caso de quem se recusa a receber uma transfusão de sangue? Dois pesos e duas medidas. 

Pois o que eu acho é que, das duas uma: ou confiámos em Deus (no santinho a quem se fez a promessa, no Diabo ou outra divindade qualquer!) ou confiamos no médico, no cirurgião, no anestesista, e no trabalho desenvolvido pela unidade de saúde. E se as pessoas preferem confiar na vontade de Deus, e estão no seu direito, mas então nunca recorram aos médicos! Pois se adoecem é porque foi a vontade divina! - e vão agora ao médico para contrariar essa vontade? Qual é a lógica e coerência disso?

Também acho muita graça aquelas pessoas que fazem uma promessa ao santinho ou santinha. Fazem as promessas, mas depois vão fazer os tratamentos ou cirurgias no hospital. E depois, se ficam curadas, vão agradecer ao santo e dizem que foi ele que as salvou! Então mas para que é que foram ao médico? Se o santo cura, para que é que procuram os médicos? Onde estão os milagres então? Quando tiverem algum problema de saúde rezem! Rezem muito que nunca terão nenhuma doença! Mas se tiverem, não vão ao médico, afinal adoeceram por vontade de Deus! E se é Deus que vos salva, então não vão chatear os médicos! 

Uma coisa é a liberdade individual, outra é o trabalho de um médico. Qualquer doente tem o direito de não ser tratado. Mas nenhum doente pode querer que o médico o deixe morrer quando o pode salvar. Há aqui um conflito de interesses! Muito pior ainda é nos casos de menores. Cada um que decida sobre a sua própria vida, e se quer morrer ótimo, mas que não interfira nas vidas dos outros.

Um hospital é um local onde se tratam doentes que decidem ser tratados. Na missa também ninguém ensina o padre-nosso ao vigário. Portanto, para assuntos religiosos, o destino é a Igreja e não o Hospital. Não queiram misturar alhos com bugalhos.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Há tanto tempo que não vou a um concerto de Metal...



Guardians of Asgaard / Twilight of the Thunder God / Amon Amarth / 2008

As fotografias dela: Nua

Não é que eu achasse propriamente que ia morrer, mas uma operação é sempre uma situação de risco, por mais vulgar que seja. Há pessoas que vão tirar um furúnculo e depois acabam por morrer por incompetência médica, por uma qualquer complicação, ou simplesmente por azar. E os azares acontecem a qualquer um. Nós podemos morrer a qualquer momento, talvez a nossa data até já esteja marcada, não sei, mas acho que talvez seja normal, antes de uma cirurgia, refletirmos sobre a eventualidade de podermos morrer.

No dia anterior paguei as contas. Bom, neste caso não era com medo de morrer, pois se morresse, ao menos já não tinha de pagar mais nada a ninguém! Foi simplesmente para deixar as coisas já tratadas, apesar de, em princípio, vir embora do hospital no dia seguinte.

Nós podemos morrer a qualquer momento, mas na verdade nunca preparamos a nossa morte. E da minha morte, para já, só é conhecida a minha vontade de não ter nenhum padreco por perto. Não sou católico, não preciso de nenhum advogado de defesa - que ainda por cima nem sequer me conhece! - para meter uma cunha junto lá do São Pedro. Se for preciso, eu mesmo apresento a minha defesa sozinho, obrigado. Sinceramente, não acho que os 100€ que o padre cobra me irão ajudar de muito. Acho que o devem ajudar mais a ele!

E de repente pensei nas fotografias dela. Nua. 
Eu tenho aquele CD, sei lá, há uns doze anos talvez. Por que é que nunca apaguei as fotografias?Bom, em primeiro lugar aquilo não é de apagar. Apagar está à distância de dois cliques. Num disco compacto implica parti-lo. Não sei, mas parece-me algo de extrema violência. Deve ser o equivalente a rasgar as fotografias em papel ou a queimar os negativos. 

Via Pinterest

Eu guardei as fotografias, em primeiro lugar, porque as fotografias são minhas. Fui eu que as tirei. com autorização da própria. Mas depois também vos pergunto: mas será que sempre que terminamos uma relação, temos de destruir todas as fotografias? Se sim, porquê? Ou são só as comprometedoras? E por que é que teríamos de o fazer? Eu, tantos anos depois, ainda não o fiz, porque na verdade nunca achei que teria de o fazer.

Se não estou em erro, são fotografias a preto e branco. Sem dúvida que as pessoas ficam muito melhor nuas, em fotografias a preto e branco. Incomparavelmente! 

Eu não guardei as fotografias para passar a vida a andar a olhar para elas quando que me apetecesse. Aliás, há muitos anos que não as revejo. Mas também se visse, qual era o problema? Eu estou solteiro, qual é a diferença entre ver fotografias nuas de uma namorada ou, por exemplo, ver pornografia? 

Depois atentemos no seguinte. Eu se quiser ver as fotografias dela, não preciso ir buscar o CD e metê-lo aqui na gaveta do computador. Eu se quiser vê-la nua, basta ir à pasta dela, que está no meu cérebro! As nossas memórias não se apagam! Eu entendo que muitas pessoas destruam tudo que esteve ligado a uma relação anterior, como que se querendo purgar-se do passado. Mas na verdade não acho que isso faça muito sentido, tão simplesmente porque nós não apagamos o passado! Nós hoje, somos o produto de todas as experiências que vivemos no passado! Nós carregamos o passado sempre connosco e de maneiras que muitas vezes nem sequer nos apercebermos. Há pequenos acontecimentos, e que nem sequer tiveram importância, mas que ficarão guardados para sempre, e de vez em quando saltam cá para fora.

Na verdade, acho que a única coisa que me preocupa naquelas fotografias, é quando eu morrer. E não é por mim obviamente, é por ela. Quando eu morrer, já nada vai importar, mas é como se eu me sentisse o guardião da imagem dela contida naquelas fotografias. Talvez eu tenha mesmo que destruir o disco um dia destes, Não sei. Talvez o melhor mesmo fosse eu entregar-lho, mas isso também já não se coloca, desde logo, porque já não temos qualquer ligação há mais de uma década. 

Eu lembro-me frequentemente de uma frase dela quando nos despedimos, e que acho que, sinceramente, também nunca percebi muito bem o que ela quis dizer: "Preserva a nossa história". Preservar significa proteger; resguardar. Então nesse sentido, tem sido isso que eu tenho feito com as fotografias dela. Tenho-as preservado todo este tempo. 

domingo, 19 de março de 2017

Jesus Cristo: O Revolucionário Anarquista e a Inversão da sua Política

Eu não tenho religião. Nenhuma. E se algum dia vier a aderir a uma religião, façam-me um favor, internem-me, pois certamente já não estarei bem da cabeça. 

Eu acho que as religiões não são mais do que grandes organizações, travestidas de grupos do bem, mas destinadas a fazer o mal, a obter grandes benefícios, favores, e grandes quantidades de dinheiro que ainda por cima não paga impostos. E nenhuma pessoa pode negar, que certamente o mundo seria hoje um lugar bem mais igualitário, mais harmonioso e mais pacífico se não tivessem havido religiões. Os grandes líderes espirituais como Cristo, apregoaram o amor ao próximo. Ironicamente, os seus fanáticos seguidores, andaram e andam a matar quem pense de maneira diferente. 

Cristo não tinha religião! Era um homem livre que defendia a harmonia entre as pessoas. Desprezava e infringia as leis do Estado, lutava contra os políticos, contra o capitalismo, contras as fronteiras, e contra todas as formas de opressão.

Politicamente, parece-me óbvio que poderemos classificar Cristo como um Anarquista. Cristo foi considerado um agitador, um subversivo, alguém que se dava e defendia sempre os mais pobres e os excluídos. Cristo não era visto na companhia dos mais ricos, dos senhores de terras, dos comerciantes, ou dos fariseus. Pelo contrário, Cristo fazia-se rodear dos mais pobres, dos doentes, dos ladrões, das putas e dos mendigos. 

E por tudo isto, por atentar violentamente contra os interesses instalados, por pôr em causa as leis que defendiam os mais ricos, por ser um agitador e um extremista, tão radical que defendia o amor do próximo, e que defendia os pobres, Cristo foi condenado à morte. Mas aqueles que o mataram, os romanos, e que há séculos adoravam montes de diferentes deuses, rapidamente fizeram uma igreja em seu nome, para passarem, supostamente, a adorá-lo só a ele: aquele que mataram por ser  pior que o assassino Barrabás! E como qualquer bom político, os romanos começaram a fazer o oposto do que Cristo defendia!

A meu ver, ideologicamente, Cristo seria um anarquista. Mas se o quisermos integrar politicamente nos dias de hoje, entre a Esquerda ou a Direita, então teremos, sem sombra de qualquer dúvida, de o colocar certamente bem na Extrema-Esquerda do Parlamento!

Na sociedade da época tínhamos Herodes e Pilatos que defendiam os interesses dos mais ricos, que cobravam impostos e que matavam indiscriminadamente. Podemos então identificar Pilatos e Herodes, como os fascistas, os radicais de Direita, os "neo-liberais" como agora se diz, aqueles que põem o pé no pescoço dos pobres e da classe-média, para depois salvar os ladrões que levaram os bancos à falência.

E do ponto de vista económico, o que é que Jesus Cristo defendia na época? Defendia o capitalismo, o ganância de produzir mais e mais, ou defendia o seu oposto. Atentemos nas suas palavras?

"É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”. 

E deixou a estrita indicação:

“Vende tudo o que tens e dá aos pobres” 


Analisemos então. Cristo violava constantemente as leis instituídas, lutava contra os políticos, lutou contra toda a espécie de capitalismo (vende tudo e dá aos pobres) andava e lutava sempre pelos mais desfavorecidos, pelos pobres e pelos doentes. Pois então, é inegável que Cristo não tinha ideais de Direita! Bem pelo contrário! Cristo nunca que teria um partido político, pois defendia a liberdade individual. Cristo a meu ver, é um grande líder anarquista, mas se hoje fosse vivo, e tivesse de escolher de escolher um partido para votar, bom, então certamente que votaria num partido que defendesse os que menos têm. E esses partidos teriam de ser de inspiração comunista! Porque comunismo significa, precisamente, "comum", é uma política que defende (supostamente) a igualdade entre as pessoas. 

Mas o que é que se passa nos dias de hoje? Politicamente, quem são as pessoas que hoje se dizem seguidoras de Cristo? Ironicamente, são os mais conservadores! E como isto é tudo muito divertido! Quão irónico isto é? Cristo tinha um pensamento vanguardista, moderno, libertário, que apregoava o amor ao próximo. Então e não é que as pessoas mais religiosas de hoje, tal como no passado, são as mais mesquinhas, mais hipócritas e que são contra tudo que são liberdades individuais?

Se Cristo amava o próximo, e se dava com as putas, ladrões, e com toda a espécie de pessoas, aparentemente, pouco recomendáveis, porque raio é que os cristãos sempre oprimiram os mais fracos, nomeadamente as mulheres, e lutam com todas as forças contra a igualdade de direitos? Por que é que os cristãos são contra o aborto, são misóginos e homofóbicos?

E por que é que as pessoas que se dizem religiosas, e que dizem seguir a doutrina de Cristo, são na sua maioria de Direita, a política que defende, precisamente, o capitalismo e que defende os mais ricos que tenta esmagar os mais pobres? Porquê? Que raio de lógica é essa que os cristãos têm, que eu ainda não percebi? É a lógica da batata ou a lógica do "olha para o que eu digo mas não olhes para o que eu faço"?

Pior! Veja-se que em Portugal até meterem a Maria, a mãe de Cristo ao barulho! Celebra-se este ano cem anos, da invenção da aparição de Maria na Cova da Iria. E imaginem que um dos seus (supostos) segredos, era que se tinha de se acabar com o comunismo!! Reparem, até lá no céu a mãe de Deus, se preocupa com a política! E a Igreja também sempre se meteu na política. Os padres sempre tiveram junto do povo, crédulo e ignorante, grande influência e sempre tentaram manipular para que o povo votasse em quem mais lhes interessava, e que não era quem mais interessava ao povo!
Portugal viveu uma ditadura durante 50 anos, e quem foi o grande aliada do ditador Salazar? Para que foi que se inventou a confissão, se não para descobrir segredos e aniquilar os subversivos? 

Mas hoje em dia as pessoas já não andam com os olhos tapados. E então por que é que as pessoas não praticam os ensinamentos de Cristo? Por que é que os cristãos vão todos à missinha bater com a mão no peito, mas depois não dão nada a ninguém, nem fazem nada por ninguém? Por que é que as falsas instituições de caridade, associadas à igreja, angariam tanto dinheiro com a desculpa de ser para dar aos pobrezinhos, mas depois, como foi agora revelado, a Caritas tem milhões e milhões no Banco, para dar aos seus administradores? E por que é que o Vaticano, o país do Papa e dos cardeais, há-de ser o país mais rico do mundo se Cristo disse que nenhum rico vai para o céu?

Afinal, que puta de religião é essa?