sábado, 27 de maio de 2017

Para a Eternidade...



... O tempo aqui parou
Desde que te foste embora
Só a saudade ficou
já não aguento tanta demora

Tenho tanto por dizer 
Tanto por te contar 
Que a vida não chega 
Tenho o céu e tenho o mar 
E tanto para te dar 
Que a vida não chega 

Tenho tanto por dizer 
Tanto por te contar 
Que a vida não chega 
Tenho o céu e tenho o mar 
E sei que vou te amar 
Para a eternidade...



"A vida não chega" / Amores Imperfeitos / Viviane / 2005


Como é que se pode dizer a uma pessoa que é demasiado feliz?

Quase todos os dias, de manhã, na viagem de casa para o trabalho, ouço o programa da Antena 1 "Portugueses no Mundo", em que ouvimos as experiências de diferentes portugueses que decidiram emigrar para estudar ou trabalhar noutros países do mundo. Aprende-se muito sobre as diferentes culturas, e muitas vezes retenho algumas coisas, como neste episódio:


- Como é que foi quando chegou a Colónia?

Cheguei à Alemanha em Janeiro, estava frio, frio, frio. E além do tempo frio, as pessoas também são frias e Portugal era uma coisa praticamente desconhecida. Portanto nós eramos uma província de Espanha, nós falávamos todos espanhol, com jeitinho também falávamos francês, e foi todo um processo de explicar que isso não é verdade. Nós somos um país, e somos um grande país, apesar de estarmos na pontinha da Europa... E uma das coisas que me disseram e que me deixou profundamente chocada foi que eu sorria muito e que eu não podia ser tão feliz. Quando eu ouvi isto eu fiquei como assim? Como é que se pode dizer a uma pessoa que é demasiado feliz? Eles são pessoas muito frias, os alemães em geral, mas depois de um processo de adaptação corre bem, só que temos de nos adaptar.

Mafalda Pereira, 24 anos,  há um ano e meio na Alemanha

O programa pode ser ouvido aqui.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Inveja do Pénis & Obsessões Urinárias

O caso mais interessante é o de Florrie recolhido por Havelock Ellis (Psycology of sex), e cuja análise Stekel retomou posteriormente. Dou portanto aqui o relato minucioso do caso:

Trata-se de uma mulher muito inteligente, artista, ativa, biologicamente normal e não invertida. Conta ela que a função urinária desempenhou papel importante na sua infância; brincava aos jogos urinários com os irmãos e molhavam as mãos sem nenhuma repugnância: 

“As minhas primeiras concepções da superioridade dos homens relacionaram-se com os órgãos urinários. Ressentia-me da Natureza por me ter privado de um órgão tão cómodo e tão decorativo. Nenhuma chaleira privada do seu bico jamais se achou tão miserável. Ninguém precisou insuflar-me a teoria da predominância e da superioridade masculinas. Tinha uma prova constante sob os olhos”.
 
Ela própria experimentava grande prazer em urinar no campo. 

“Nada se lhe afigurava comparável ao ruído encantador do jato sobre as folhas mortas em um recanto de bosque e ela observava-lhe a absorção. Mas o que mais a fascinava era urinar na água.” 

É um prazer a que muitos rapazes são sensíveis e há toda uma série de estampas pueris e vulgares que mostram rapazes urinando em tanques ou regatos. Florrie queixa-se de que a forma das suas calças a impedia de se entregar às experiências que quisera tentar; muitas vezes durante os passeios no campo, acontecia-lhe reter a urina o mais possível e, bruscamente, aliviar-se de pé. 


“Recordo perfeitamente a sensação estranha e proibida desse prazer e também meu espanto de que o jato pudesse sair quando eu estava em pé.” 

A seu ver, as formas das roupas infantis têm ‘muita importância na psicologia da mulher em geral. 

“Não foi apenas para mim uma fonte de aborrecimentos ter de desfazer-me das calças e depois abaixar-me para não lhe sujar a frente. A parte de trás, que deve ser puxada e deixa as nádegas a nu, explica por que, em muitas mulheres, o pudor situa-se atrás e não na frente. A primeira distinção sexual que se impôs a mim, na verdade, a grande diferença, foi verificar que os rapazes urinavam de pé e as meninas agachadas. Foi provavelmente assim que meus mais antigos sentimentos de pudor se associaram às minhas nádegas mais do que a meu púbis.” 

Todas essas impressões assumiram, em Florrie, importância extrema porque o pai chicoteava-a frequentemente até fazer sangue e uma governante, certa vez, batera-lhe a fim de obrigá-la a urinar; ela era obcecada por sonhos e fantasias masoquistas em que se via açoitada por uma preceptora sob os olhos de toda a escola e urinando, então, contra a vontade, “ideia que me causava uma sensação de prazer realmente curiosa”. Aos 15 anos, aconteceu-lhe urinar de pé, na rua deserta, instada por uma necessidade urgente. 

“Analisando as minhas sensações, penso que a mais importante era a vergonha de estar em pé e o comprimento do trajeto que o jato deveria percorrer entre mim e a terra. Essa distância fazia disso algo importante e visível, ainda que que vestido o escondesse. Na atitude habitual havia um elemento de intimidade. Quando criança, o jato, mesmo grande, não podia percorrer um longo trajeto; mas, com quinze anos e alta, senti vergonha em pensar no comprimento do trajeto. Tenho certeza de que as senhoras às quais me referi, que fugiram apavoradas do mictório moderno de Portsmouth, consideraram muito indecente para uma mulher ficar em pé e de pernas abertas, levantar as saias e projetar tão longo jato por baixo.” 

Florrie recomeçou aos vinte anos a experiência e a repetiu, posteriormente, muitas vezes; sentia uma mistura de volúpia e de vergonha à ideia de que podia ser surpreendida, sendo-lhe impossível parar. 

“O jato parecia sair de mim sem meu consentimento e, no entanto, causava-me maior prazer do que se o houvesse feito voluntariamente"

Essa sensação curiosa de que é tirado de nós por algum poder invisível, que decidiu que o faríamos, é um prazer exclusivamente feminino e de um encanto sutil. Há um encanto agudo em sentir a torrente sair em virtude de uma força mais poderosa do que nós mesmas.” Posteriormente, Florrie desenvolveu em si um erotismo flagelatório sempre acompanhado de obsessões urinárias.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Mérito da Batata

Vamos fazer o seguinte exercício: imaginemos uma mulher que hoje se sente muito feliz depois de duas longas relações. 

Numa primeira relação tinha um companheiro que, enquanto não descobriu, lhe punha os cornos com qualquer outro rabo de saia que mexesse; o sexo durava entre três a quatro minutos e  acabava no momento em que acabava de se vir. As discussões eram constantes e não a respeitava minimamente. 

Depois conheceu um outro homem que sempre a tratou bem e a respeitou. O sexo era excelente e nunca tinha tido tantos orgasmos como até então. Tudo corria às mil maravilhas e sentia-se muito feliz. 



Respondam-me então: de quem é a responsabilidade para que esta mulher se sinta agora feliz? Do primeiro homem ou do segundo homem?

É que hoje, liguei o rádio, e num daqueles fóruns de opinião pública, ouvi umas quantas pessoas a dizer que o mérito para que Portugal tivesse saído do "Procedimento por Défice Excessivo" era do governo anterior, que enterrou o país em austeridade.

Isto seria o mesmo que dizer que, o responsável para que esta mulher hoje se sinta feliz, foi do gaijo que a tratou tão mal!! Pois se ele não a tivesse encornado e tratado muito mal, hoje ela nunca que seria feliz! E isto é o mérito da batata!

Correios Privados de Portugal: um Serviço de Merda

Sempre que se privatiza uma empresa pública, lá nos vêm com a ladainha do costume, que iremos ter um melhor serviço, ou que vai passar a existir concorrência e consequentemente melhores preços. Mas já estamos habituados: é sempre ao contrário! Os serviços passam a ser piores, enquanto que por outro lado os preços disparam. No privado vão sempre fazer pior daquilo que se fazia no público, simplesmente porque as empresas vão-se focar, não olhando a meios para terem lucro, e não em prestar um serviço de qualidade. 

Salvo raaras exceções, eu nunca tive que dizer do serviços dos CTT, Correios de Portugal. Enviei e recebi milhares de encomendas. Houve uma vez que enviei uma encomenda para as ilhas, num valor de cerca de 60€, em correio normal, não sendo assim possível rastrear a encomenda. A pessoa advertiu-me que ainda não tinha recebido a encomenda, e eu fiz meia dúzia de telefonemas e lá se conseguiu saber em que posto dos correios é que a encomenda foi parar. 

Mas entretanto os senhores ministros Passos Coelho e Paulo Portas privatizaram este setor estratégico dos correios, um serviço que era reconhecido como sendo um dos melhores do mundo, transformando Portugal no único país da União Europeia com um serviço de correios privados. 

E aos poucos, desde 2013, data da privatização, tudo começou a mudar. E começou a mudar para pior. Já no início deste ano, até o próprio primeiro-ministro António Costa, classificava como "inaceitável" os atrasos dos CTT na entrega das pensões dos pensionistas portugueses. 


E também eu comecei a notar essa degradação do serviço, mas o cúmulo chegou agora este mês. Fiz duas encomendas de livros, separadas de uma ou duas semanas, e tanto uma como outra, demoraram seis dis úteis a chegar! Seis dias úteis! Estamos a falar do dobro do prazo máximo que os Correios dão para um envio! No máximo, uma encomenda em correio normal, pode demorar até três dias úteis!! 

Mas ainda há um terceiro caso, ainda mais gritante! Deixei uma encomenda de 16Kg no posto dos correios da minha aldeia para depois ser despachada, pois o sistema não estava a funcionar. A funcionária, minha conhecida, havia-me dito que aquilo deveria ficar entre 15 e 20€. Mas uma surpresa estava-me reservada quando lá passei para pagar: 35,66€!!
Eu com este valor, quase que podia apanhar um avião, entregar a encomenda em mãos em Lisboa, e ainda ir passear e depois regressar ao Porto! 35€ ? Mas está tudo louco? 

E agora que os CTT são privados, lembraram-se, vejam bem, de abrir um Banco! Mas eu já percebi o esquema! Abrem um banco, porque entretanto se a empresa falir, depois somos nós, como sempre, que o vamos pagar!


quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Amor vai-nos Foder... outra vez




"Love Will Tear Us Apart" / Joy Division /1980




... e como é possível eu ter ouvido esta música agora, ter decidido colocá-la aqui, ter ido pesquisar pelo túmulo do Ian Curtis, olhei para a data e: faz hoje 37 anos que o homem se suicidou.... Que raio de pontaria...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Eu tenho Horror a pobre!

E de repente parece que estava a ouvir o Paulinho das Feiras que, coitado, certa vez, disse, orgulhoso do seu feito, que até já tinha dormido em hotéis de três e quatro estrelas! Vejam lá o sacrifício! Coitado, o que ele deve ter sofrido. misturado com a plebe, logo ele ,que é monárquico e tudo, apesar de mamar à grande nas tetas corruptas da República. 

E agora é a sua pupila, Assunção Cristas, que até veste calças de ganga e botas, a sua fatiota de proteção, para quando tem de se misturar com os pobrezinhos, que sabe-se lá, que doenças lhe podem passar, isto enquanto tenta indrominar mais uns quantos.



terça-feira, 16 de maio de 2017

Passos: diz que a Culpa é do Benfica!

Ó Passos, tu passavas a vida a dizer que vinha aí o Diabo, que era em Setembro do ano passado. A tua ministra das Finanças, aquela especialista em SWAPS e em tachos, dizia que era impossível o governo apoiado pelos comunistas cumprirem a meta do défice. E vinha ai o Diabo porque o desemprego ia aumentar e iria ser preciso um novo resgate financeiro. Porque o governo de esquerda estava a devolver os direitos que tu, meu incompetente de merda, andavas a roubar. Este governo devolveu salários, devolveu a tua sobretaxa de IRS e até os feriados este governo devolveu, feriados e salários que tu roubaste, e depois obtiveram o défice mais baixo da democracia portuguesa!

Sim, que tu roubaste. Tu que tantos salários e subsídios de férias roubaste, até feriados nos roubaste. Tão forte que tu foste com os mais fracos e os mais pobres, e tão meiguinho foste para não incomodar os mais ricos e os patrões e o teu governo até fechou os olhos aos milhões que voavam para paraísos fiscais. Vê lá que até doentes crónicos como eu, tu puseste a pagar consultas e todos os outros exames necessários, quando a Constituição diz que a saúde deve ser tendencialmente gratuita. Constituição que juraste cumprir e lhe cagaste sempre em cima, como nunca antes um primeiro-ministro havia feito. Saúde que tu quiseste privatizar para dar tachos aos teus amigos das clínicas privadas. 

Tu que nos mandaste emigrar e nos chamaste de piegas. Tu que não aumentaste o salário mínimo durante todos os anos que estiveste no poleiro, e que foram quase cinco anos. E que ainda tiveste a distinta lata de dizer que este aumento do salário mínimo era "excessivo"?


Roubos e mais roubos e depois vai-se a ver, e no final do teu mandato ainda tínhamos mais dívida para pagar, mais do que aquela que tínhamos quando lá chegaste. Tu que mentiste com todos os dentes que tinhas na boca, dizendo em campanha eleitoral que bastava de austeridade e de PEC. Dizias que bastava cortar nas "gorduras do Estado" e que era mentira quando o Sócrates dizia que se ganhasses as eleições ias foder esta merda toda. Roubaste e mentiste e até te transformaste no político português mais coerente: és aquele que mente sempre!

E apesar de tantos cortes e roubos ainda ficamos pior. E eu disse-te aqui porquê. Porque governar um país não é gerir um orçamento familiar.

Mas tu infelizmente não sabes mais. Tenho pena de ti. O outro ao menos ainda foi estudar. Tu estás aí agarrado à cadeira porque não sabes fazer mais nada. Olha, faz-te à vida, sai da tua zona de conforto. Faz algo pelo teu país.Vai trabalhar pois só dás despesa e todos nós ainda temos que te pagar o salário chorudo de deputado. E tu não vales um chavo, não vales um cêntimo que te pagamos. 

E depois de há um ano atrás teres vindo avisar que o país não estava a crescer por causa das políticas de esquerda, vens agora, um ano depois, com grande lata, dizer que o mérito do aumento das exportações e do crescimento económico é teu? Mas tu estás bem da cabeça? Meteste-te no álcool depois de teres percebido que em democracia, são os deputados que elegem governos foi? Pensavas que ias continuar no poleiro porque os portugueses têm todos síndrome de Estocolmo não é? Pois é, contaste com o ovo da galinha antes dela o pôr e bem de fodeste. Ardiloso como é, o Costa tirou-te o tapete! 

Olha, está mas é caladinho ou então borra a tua cara com merda, pois sempre que abres a boca só sai mesmo asneira. Olha, sabes o que podes dizer? Fica mais bonito, tem graça e toda a gente se vai rir? 

Olha, diz que a culpa do país estar melhor é do Benfica!